Praticar
A importância das TIC nas práticas educativas.
Em Portugal, muitos passos foram dados nos últimos anos, quer no apetrechamento das escolas em hardware, quer na formação em TIC dos nossos professores. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que a integração das TIC seja verdadeiramente transversal nos currículos e feita de forma sistemática e planeada, em vez de pontual e espontânea.
Uma escola que não se “socorra”, ou melhor, que não integre os novos meios informáticos, corre o risco de se tornar obsoleta. Como diz Adell (1997:6):“As tecnologias de informação e comunicação não são mais uma ferramenta didáctica ao serviço dos professores e alunos…elas são e estão no mundo onde crescem os jovens que ensinamos…”.
Partimos do princípio que o uso contextualizado das TIC no âmbito educativo é actualmente uma mais valia para os professores que as utilizam, comparativamente àqueles que lhes resistem.
A integração das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no ensino é encarada como essencial para o desenvolvimento de um país através da formação de cidadãos mais e melhor preparados para um mundo em constante mudança. São necessários indivíduos com educação abrangente em diversas áreas, que demonstrem flexibilidade e capacidade de comunicação. Desta forma, tornou-se primordial a promoção de uma educação e formação para todos os cidadãos ao longo da vida. As TIC prometem desempenhar um papel significativo potenciando professores e alunos a melhorar o acesso e eficiência da educação e da formação.
No contexto pessoal, as vantagens dos computadores prendem-se com o ganho de tempo na execução de tarefas rotineiras (tais como preparar testes, fichas, realizar trabalhos de casa, fazer pesquisas, tratar dados, fotografia digital e imagem, trocar informação via e-mail, etc.), bem como a possibilidade de formação à distância, participando em trabalhos e experiências conjuntas à escala nacional e internacional, etc.
No contexto educativo, são de referir, entre outras vantagens, a interacção diferenciada que o professor pode estabelecer com os seus alunos quando recorre a software específico, a pesquisa online dirigida, a possibilidade de comunicação por e-mail para tirar dúvidas, enviar ficheiros, conversar com os encarregados de educação, etc.
Mas as barreiras para o uso das TIC em contexto educativo são ainda muitas. Podemos agrupá-las em duas classes: uma que se prende com o parque informático das escolas e outra que tem a ver com os constrangimentos do(s) agente(s) educativo(s). Sabemos que a existência de um bom parque informático na escola não implica a sua utilização discernida e sistemática. Verificamos que uma formação acrescida não implica obrigatoriamente muita qualidade na utilização das TIC. Como sugere Atkinson (1997), para termos professores empenhados e despertos, devemos incluir, no seu programa de formação, as novas tecnologias, em dois sentidos: no sentido de valorizar as pedagogias clássicas e no sentido de os fazer entender que as TIC não são antagonistas dos métodos tradicionais, mas antes os dois se complementam.
Somos da opinião que se devem manter alguns “padrões clássicos” de educação, mas tudo isso conjugado com o uso sistemático do computador.
Para que a integração/utilização das TIC nas escolas e nas práticas educativas seja bem sucedida é necessário reforçar o apetrechamento das escolas e, simultaneamente, delinear uma estratégia cujo plano de acção passe pela valorização das TIC no contexto do projecto educativo/curricular da escola e da turma, pela criação de dispositivos eficientes de actualização/manutenção e de animação dos sistemas tecnológicos e pela formação dos professores.
Embora geralmente se aceite que as TIC podem ser usadas de modo a facilitar a educação e a formação, existe um grande fosso entre os potenciais usos das TIC e o concretizado. Dificilmente se encontra outra área de aplicação onde o fosso entre os imagináveis benefícios e a realidade seja tão grande como na educação e formação.
Relativamente às TIC e à sua implementação nas escolas, deixamos uma nota final. Não é suficiente achar que é algo bom: é necessário teorizar, passar à prática e mais ainda, é preciso medir, avaliar. Só avaliando podemos seleccionar as melhores ferramentas e metodologias e promover o progresso. (Perraton, 2000).
Bibliografia
ADELL, J. (1997). Tendencias en educación en la sociedad de lás tec-nologias de la información. EDUTEC, Revista Electrónica de Tecnologia Educativa. 7 (1997).
ATKINSON, T. (1997). Pedagogical considerations in the application of new technologies to teacher education, European Journal of Teacher Education. 20:1 (1997).
PERRATON, H. (2000). Choosing Technologies for Education. Journal of Educational Media. 25: 1 (2000).
A importância das TIC nas práticas educativas.
Em Portugal, muitos passos foram dados nos últimos anos, quer no apetrechamento das escolas em hardware, quer na formação em TIC dos nossos professores. No entanto, ainda há um longo caminho a percorrer para que a integração das TIC seja verdadeiramente transversal nos currículos e feita de forma sistemática e planeada, em vez de pontual e espontânea.
Uma escola que não se “socorra”, ou melhor, que não integre os novos meios informáticos, corre o risco de se tornar obsoleta. Como diz Adell (1997:6):“As tecnologias de informação e comunicação não são mais uma ferramenta didáctica ao serviço dos professores e alunos…elas são e estão no mundo onde crescem os jovens que ensinamos…”.
Partimos do princípio que o uso contextualizado das TIC no âmbito educativo é actualmente uma mais valia para os professores que as utilizam, comparativamente àqueles que lhes resistem.
A integração das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) no ensino é encarada como essencial para o desenvolvimento de um país através da formação de cidadãos mais e melhor preparados para um mundo em constante mudança. São necessários indivíduos com educação abrangente em diversas áreas, que demonstrem flexibilidade e capacidade de comunicação. Desta forma, tornou-se primordial a promoção de uma educação e formação para todos os cidadãos ao longo da vida. As TIC prometem desempenhar um papel significativo potenciando professores e alunos a melhorar o acesso e eficiência da educação e da formação.
No contexto pessoal, as vantagens dos computadores prendem-se com o ganho de tempo na execução de tarefas rotineiras (tais como preparar testes, fichas, realizar trabalhos de casa, fazer pesquisas, tratar dados, fotografia digital e imagem, trocar informação via e-mail, etc.), bem como a possibilidade de formação à distância, participando em trabalhos e experiências conjuntas à escala nacional e internacional, etc.
No contexto educativo, são de referir, entre outras vantagens, a interacção diferenciada que o professor pode estabelecer com os seus alunos quando recorre a software específico, a pesquisa online dirigida, a possibilidade de comunicação por e-mail para tirar dúvidas, enviar ficheiros, conversar com os encarregados de educação, etc.
Mas as barreiras para o uso das TIC em contexto educativo são ainda muitas. Podemos agrupá-las em duas classes: uma que se prende com o parque informático das escolas e outra que tem a ver com os constrangimentos do(s) agente(s) educativo(s). Sabemos que a existência de um bom parque informático na escola não implica a sua utilização discernida e sistemática. Verificamos que uma formação acrescida não implica obrigatoriamente muita qualidade na utilização das TIC. Como sugere Atkinson (1997), para termos professores empenhados e despertos, devemos incluir, no seu programa de formação, as novas tecnologias, em dois sentidos: no sentido de valorizar as pedagogias clássicas e no sentido de os fazer entender que as TIC não são antagonistas dos métodos tradicionais, mas antes os dois se complementam.
Somos da opinião que se devem manter alguns “padrões clássicos” de educação, mas tudo isso conjugado com o uso sistemático do computador.
Para que a integração/utilização das TIC nas escolas e nas práticas educativas seja bem sucedida é necessário reforçar o apetrechamento das escolas e, simultaneamente, delinear uma estratégia cujo plano de acção passe pela valorização das TIC no contexto do projecto educativo/curricular da escola e da turma, pela criação de dispositivos eficientes de actualização/manutenção e de animação dos sistemas tecnológicos e pela formação dos professores.
Embora geralmente se aceite que as TIC podem ser usadas de modo a facilitar a educação e a formação, existe um grande fosso entre os potenciais usos das TIC e o concretizado. Dificilmente se encontra outra área de aplicação onde o fosso entre os imagináveis benefícios e a realidade seja tão grande como na educação e formação.
Relativamente às TIC e à sua implementação nas escolas, deixamos uma nota final. Não é suficiente achar que é algo bom: é necessário teorizar, passar à prática e mais ainda, é preciso medir, avaliar. Só avaliando podemos seleccionar as melhores ferramentas e metodologias e promover o progresso. (Perraton, 2000).
Bibliografia
ADELL, J. (1997). Tendencias en educación en la sociedad de lás tec-nologias de la información. EDUTEC, Revista Electrónica de Tecnologia Educativa. 7 (1997).
ATKINSON, T. (1997). Pedagogical considerations in the application of new technologies to teacher education, European Journal of Teacher Education. 20:1 (1997).
PERRATON, H. (2000). Choosing Technologies for Education. Journal of Educational Media. 25: 1 (2000).

